Deus vestiu o gibão e o chapéu de couro… e achou o pastor Jonathan

Data de publicação: 21/02/2018
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Edição 80 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 80

Um homem de oração e unidade é escolhido (a contragosto) para liderar um movimento nacional no nordeste, e seu chamado começa a mobilizar pessoas, recursos e ações

Por Luiz Montanini

O pastor cearense Janosik e esposa queriam pregar o evangelho na Suécia e Holanda. Estão pregando em Crateús e Monsenhor Tabosa, no sertão do Ceará. O fator animador nesta história é que o casal vive feliz na nova geografia, por estar no que acredita ser o centro da vontade do Pai e no olho do furacão de avivamento que Deus está formando para em breve varrer em amor o sertão nordestino.

Assim como Janosik, um crescente número de homens e mulheres de Deus está certo de que há hoje um movimento nacional em formação preparando o caminho em favor da vida do Reino de Deus na região.

Por enquanto, esse movimento é institucional. A nuvem que enxergam é pouco maior que o tamanho da mão de um homem, e os ventos do tornado parecem uma brisa quando comparados à grande necessidade da região e ao que Deus pode e costuma fazer em suas visitações.

Mas o senso geral é de que o Pai se levantou, vestiu o gibão e o chapéu de couro e está focado não apenas em salvar o sertanejo brasileiro, mas também, a partir dessa região desprezada do sertão, em levantar pessoas cheias do seu poder para abalar até mesmo o país.

Deus já mostrou em ações do passado que tem certo prazer em agir dessa forma, e nisso muitos creem hoje. Poderia vir alguma coisa boa de Nazaré, da desprezada Galileia? Dali, veio a melhor delas. Poderia vir alguma coisa boa de Cabrobó, Vitória de Santo Antão ou Mirandiba?

Pessoas e famílias inteiras estão sendo despertadas, indo ou voltando ao sertão de forma célere porque sentem como se Deus tivesse pressa, caso fosse apressado, de fazer algo novo na caatinga. O fiel da balança de salvos está pendente demais para o Sudeste em detrimento do sertão nordestino, região habitada por pelo menos 20 milhões de pessoas, que chega a 30 milhões quando na estatística se inclui o agreste. No cumprimento do chamado, muitos estão enfrentando o desafio de ampliar o contingente de soldados do Reino que já mora ou por ali peregrina.

As ações, variadas nas formas, têm produzido ruídos que lembram o de iminente e copiosa chuva. É um verdadeiro movimento nacional em favor do sertão nordestino.

Em um país como o Brasil, cuja igreja cristã é mais conhecida por suas divisões, Deus certamente precisaria encontrar alguém com credenciais de ser homem de oração e de unidade, para assumir a liderança de um movimento nacional.

Achou Jonathan Ferreira dos Santos, o nacionalmente querido “Pastor Jonathan”, fundador da Missão Antioquia e do Vale da Bênção, cuja primeira unidade funciona em Araçariguama, a 50 km de São Paulo. Há pouco mais de quatro anos, ele criou o Movimento Nacional de Evangelização do Sertão Nordestino que se tornou, de forma espontânea, catalisador de várias ações que simultaneamente surgiam em vários lugares do país.

O resultado até o momento é que pessoas e igrejas de várias partes do país, que jamais tinham pensado em servir ao sertão nordestino ou em se envolver com a região, estão agora se envolvendo com tempo, equipe qualificada e dinheiro. Diversos projetos têm sido implementados. Alguns deles serão citados aqui, mas que fique claro que são apenas alguns exemplos, porque há muito mais sendo implantado e outros em gestação. Dê uma googlada usando palavras relacionadas e você se surpreenderá.

“Sinto o cheiro da chuva de avivamento vindo sobre o sertão nordestino. Para mim, a ida ao Congresso foi de tremendo valor. Continuemos a interceder!” Thomas Wilkins, o autor desta frase, americano de nascimento e brasileiro de coração há mais de 40 anos, mora e pastoreia hoje em Joinville, SC, depois de viver e servir a Deus e às pessoas por muitos anos em Apucarana e Curitiba, PR. Ele é um exemplo do despertamento de Deus em favor do sertão nordestino em várias pessoas e lugares.

O congresso a que ele se refere é o Segundo Congresso Nacional de Evangelização do Sertão Nordestino, organizado pelo Pastor Jonathan e realizado por sua equipe em Juazeiro do Norte, CE, no final de agosto último. Ali, cerca de mil líderes de várias partes do país testemunharam a respeito do que Deus tem feito nos sertões nordestinos.

O congresso foi organizado com o objetivo final de levantar parcerias entre igrejas e missionários e pastores no campo. E alcançou o objetivo. Cerca de 250 projetos aprovados foram apresentados em verdadeiras rodadas de negócios do Reino, cujo único objetivo de lucro era o crescimento do evangelho do Reino de Deus na região.

À frente do Movimento Nacional de Evangelização do Sertão Nordestino e de suas variadas ações, como o Congresso Nacional realizado a cada dois anos, em Juazeiro do Norte, e expedições de orações e intercessão pelos sertões, está o casal Jonathan Ferreira dos Santos e sua esposa Adelaide. Nos últimos quatro anos, Jonathan viu seu ministério completamente reformulado e remodelado. Hoje, como numa espécie de segundo chamado, alegra-se ao ver o início do cumprimento de duas profecias recebidas há quase dez anos e sonha em ver 10 mil igrejas espalhadas pelo sertão nordestino até 2022.

“Conheci Adelaide em Fortaleza, em julho de 2011”, explica Jonathan. “Já estava havia dois anos envolvido com o sertão, e só viemos a nos casar em agosto de 2012. Logo, ela abraçou toda essa visão. E começamos a viajar pelo Brasil. Ela tem me ajudado e muito nas preparações dos congressos, organizações e até na direção. Não teria conseguido este resultado sem ela que é, sobretudo, mulher de intercessão.”

Essa segunda chamada para seu ministério, já muito frutífero, foi precedida de várias profecias, conta o Pastor Jonathan. Ele se lembra bem de duas delas, que lhe foram dadas há cerca de dez anos. Na primeira, Mike Shea, de Londrina, PR, comunicou-lhe que ele deveria entregar o Vale da Bênção para ficar livre, porque Deus tinha um trabalho maior do que o próprio Vale. E olhe que o Vale da Bênção é conhecido em todo o país por seus frutos espirituais, na formação de obreiros, de pastores, de ser lugar de oração e de ação social. Jonathan obedeceu à palavra e conta que foi de fato e até meio sem querer delegando a direção do Vale à sua equipe.

Em outro momento, ao orar por ele numa reunião de pastores, Danny Bonilla, dos EUA, recebeu uma palavra de que ele viajaria pelo Brasil e que muitos ministérios se tornariam conhecidos por seu intermédio e que ele participaria de um grande avivamento espiritual.

“Mas na verdade as coisas foram acontecendo, eu apenas fui fazendo o que senti que devia fazer, como a Visitação de Deus” (trabalho de evangelização por impacto com base na oração antecipada por várias cidades). A primeira cidade a receber a Visitação de Deus foi Juazeiro do Norte, Ceará. Todas as casas foram visitadas, e houve muita ação de Deus, conversões e curas de enfermidades. O ambiente da cidade mudou nestes últimos quatro anos, e hoje Juazeiro passou de 15 pequenas igrejas a mais de uma centena, e prósperas.

“Foi caminhando pelo sertão que a visão se ampliou”, lembra o Pastor Jonathan. “Sonho com um tipo de evangelização que promova o desenvolvimento do povo no lugar. E de fato estão surgindo vários projetos assim, não apenas de congregações, mas de todo um trabalho com o povo, que promove a educação e o crescimento financeiro da população.”

“Nosso objetivo é fazer conhecido o nome do Senhor Jesus, que o sertão se encha do conhecimento da glória do Senhor”, diz Adelaide, e ressalta que Deus está levantando não apenas a eles, mas a muitos outros.

Adelaide tem convicção de que foi preparada por Deus para se casar com Jonathan. Ela era solteira, empresária bem-sucedida em Fortaleza e não queria se casar jamais. Mas naqueles dois anos antes de conhecer a Jonathan, que havia ficado viúvo, Deus a levantou em um ministério de oração. Ela orava o dia todo, duas vezes por semana, e o resultado foi de cura e libertação de muitas pessoas, porque Deus começou a agir por meio dela.

Hoje, ambos se completam, algo lindo. “Eu não teria condições de ajudar Jonathan se não tivesse passado por aquele treinamento de oração”, lembra Adelaide. “Aquele tempo valeu muito mais que um seminário, porque foi intenso. E para acompanhar o Jonathan é preciso ser uma mulher de oração. Hoje, oramos juntos pelo sertão nordestino.”

Oração, aliás, é a palavra preferida de Adelaide. Ela costuma dizer, como que brincando, que um cristão deve orar, orar sempre, continuar a orar, orar de novo, não parar de orar e quando terminar de orar, deve recomeçar a orar.

“O sertão vai ser ganho com oração”, garante Adelaide. “A única esperança do sertão nordestino é a oração. Os gigantes ali são muito grandes, há feitiçaria, há superstição, pobreza e imoralidade, e isto só será mudado por meio de um grande avivamento que virá a partir da oração”, profetiza. Assim seja!

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