Deus, Israel e o programa nuclear no Irã

Data de publicação: 07/09/2014
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Edição 78 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 78

Será que devemos esperar passivamente que a vontade de Deus se cumpra? Ou devemos nos mexer, acordar do sono consumista e clamar por meios práticos de apoiar Israel?

Por Harold Walker

A Bíblia apresenta dois pensamentos centrais sobre Deus: ele é o único e soberano Criador do Universo, e é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó – o Deus de Israel. Esse é o motivo principal por que Satanás, com seu ódio visceral de Deus, incitou, ao longo da História, ataques acirrados contra Israel, tentando ameaçar sua própria existência. Hoje, essa guerra milenar está se aproximando do seu ápice. Nas profundezas subterrâneas dos montes do Irã, milhares de trabalhadores se esforçam noite e dia para fabricar bombas atômicas com o potencial de apagar Israel da face do globo terrestre.

Lançado no final de 2012 por Ari Shavit, colunista do tradicional jornal Haaretz, o livro Does this mean war? Top Israeli strategists debate the Iranian bomb (“Isso significa guerra? Altos estrategistas israelenses debatem a bomba iraniana”, Haaretz Books, sem tradução em português) revela a impressionante encruzilhada em que o mundo inteiro, e não apenas Israel, se encontra.

Apesar de discordarem a respeito das estratégias que deveriam ser seguidas por Israel, é consenso entre os treze especialistas entrevistados por Shavit (ex-ministros da Defesa, do Mossad e generais aposentados) que, se o mundo continuar passivo diante das evasivas iranianas, em pouco tempo o Irã terá várias bombas atômicas e os mísseis necessários para enviá-las aos seus destinos. Ainda que não se cumpra a ameaça, muitas vezes repetida por seus aiatolás durante anos, de destruir os “bárbaros sionistas” e apagar do mapa Israel, o “pequeno Satã”, as consequências dessa conquista serão nefastas em extremo.

De acordo com os entrevistados, um dos desdobramentos inevitáveis seria a entrada de novas nações na corrida nuclear – notadamente Arábia Saudita, Egito, Turquia e Jordânia. Outro seria a instabilidade mundial causada pelo domínio da influência iraniana no Golfo Pérsico e a insegurança que Israel sentiria em todas as suas fronteiras. Sem contar o risco de uma bomba nuclear suja ser usada por terroristas em Haifa, Londres ou Nova York. Finalmente, uma onda islâmica triunfalista e fervorosa reverberaria desde a Indonésia até Marrocos, proclamando “vitória do fundamentalismo islâmico contra o Ocidente”.

O epílogo de Does this mean war? é surpreendente. Dez anos atrás, essa ameaça nuclear contra Israel poderia ter sido neutralizada em seu nascedouro. Por que não foi? De acordo com Shavit, ninguém, nem nos Estados Unidos, nem na Europa, tampouco em Israel, estava disposto a sacrificar seu confortável estilo de vida para se importar com questões de enriquecimento de urânio no Irã, já que todos se sentiam protegidos pela rede de segurança da superioridade nuclear do Ocidente.

Hoje, porém, não há mais solução rápida nem fácil. Ao que parece, a determinação dos iranianos está triunfando sobre a letargia ocidental. Não é a primeira vez na História que isso acontece. É só lembrar o que aconteceu com o poderoso Império Romano quando caiu diante dos bárbaros no século 5. No fim, o que vale não é o tamanho do exército ou o poder bélico, e sim a determinação, a dedicação, o foco, a perseverança e a coragem de soldados fanáticos por uma causa.

Nada disso deve surpreender-nos como cristãos. O profeta Ezequiel (aproximadamente 6 séculos a.C.) previu uma aliança entre Gogue e Magogue (Rússia) com a Pérsia (Irã) para atacar e destruir Israel (Ez 38,39). Como previsto também em várias outras profecias (Dn 7.15-28; Zc 12,13,14), tempos angustiosos (queda das Bolsas de Valores? desemprego? fome? guerras? perseguição?) virão sobre todo o povo de Deus no tempo do fim, antes da grande intervenção divina que ocorrerá com a Segunda Vinda.

É claro que o Deus de Abrãao, Isaque e Jacó sairá vitorioso no fim. Porém, nosso grande desafio agora, de acordo com o forte e repetido alerta de Jesus e dos apóstolos (Mc 13.33; Lc 21.36; 1 Pe 4.7), é não sucumbir diante da embriaguez dos prazeres ou do sono espiritual, apesar das condições ainda favoráveis à nossa volta.

Por isso, já é tempo de despertar! Quando parecer que as promessas de Deus estão sendo desmentidas, somente “o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas” (Dn 11.32)

Uma resposta para “Deus, Israel e o programa nuclear no Irã”

  1. Joel Marinho disse:

    Por estes dias, O SENHOR me levou a um testo em Is.62:6.7 que diz que Ele colocou atalaias que vão lembra-Lo e não Lhe dar descanso até que estabeleça Jerusalém e a coloque por objeto de louvor na terra.
    Me senti convocado para cumprir a ordem de intercessão a favor de Israel e pela igreja para que haja unidade e que venha despertar e ter revelação que é preciso encarnar o testo de Ef.3:10 ( para agora e não no milênio) a manifestação da multicolorida sabedoria de Deus para as Potestades.
    Por amor de Sião, não me calarei.

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