Israel-Destino do Remanescente Messiânico de Israel

Data de publicação: 29/04/2011
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Edição 64 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 64

Por Asher Intrater

A primeira vez que ensinei sobre Romanos 11 foi em 1978, quando ainda tinha pouco tempo de fé em Yeshua (Jesus). Essa passagem das Escrituras descreve o destino de Israel na perspectiva da Nova Aliança. Fiquei impressionado na época – e continuo ainda mais impressionado hoje – com a profundidade da revelação contida ali.

O texto ensina que o chamamento do povo judeu e sua qualidade de povo escolhido não foram anulados pelo nascimento do Messias há dois mil anos; pelo contrário, continuam válidos no tempo presente e o serão também no futuro. Além disso, aprendemos que o destino de Israel está vinculado, principalmente, ao remanescente messiânico de Israel, muito mais do que aos políticos, soldados, rabinos e cientistas judeus – por mais que estes tenham talentos e realizações.

Como resposta pessoal à revelação desse capítulo, tenho dedicado a maior parte de minha vida adulta, como seguidor de Yeshua, a edificar e fortalecer a comunidade messiânica em Israel. Esse remanescente, embora ainda pequeno em número (por volta de 15 mil hoje), tem grande significado para o reino de Deus. [De acordo com Apocalipse 7.4-14, quando essa comunidade chegar a 144 mil pessoas, o mundo entrará nos últimos estágios da tribulação final e do avivamento.]

O texto em Romanos 11 contém três enormes promessas a respeito do remanescente messiânico de Israel. Esse grupo aparentemente insignificante, aos olhos do mundo, será, na realidade, a chave para:

1. a restauração da Igreja;
2. o reavivamento em Israel;
3. a ressurreição dos mortos.

I. Restauração da Igreja

A Igreja das nações foi “enxertada” na oliveira de Israel de acordo com o texto (Rm 11.17). O remanescente messiânico em Israel hoje é o elo de aliança por meio do qual a Igreja pode ser enxertada. Entretanto, a Igreja não foi enxertada apenas para desfrutar dos elementos culturais da fé, mas também para ser “participante da raiz e da seiva da oliveira” (v. 17). Isso significa muito mais do que a celebração de dias sagrados; é o resgate da revelação profética contida naquelas celebrações. É muito mais do que conectar-se com o contexto histórico da comunidade messiânica do primeiro século; tem a ver com o reavivamento e o poder daquela comunidade.

“Se for santa a raiz, também os ramos o serão” (v. 16). O que sucede à raiz afeta os ramos. Se a comunidade messiânica de Israel voltar à santidade da comunidade apostólica original, cristãos gentios em todo o mundo serão afetados. Ser “enxertado” na raiz significa ser conectado àquela comunidade apostólica original. É uma restauração da Igreja a todos os seus fundamentos apostólicos.

Outro elemento dessa restauração é a unidade da Igreja. Ser enxertado na oliveira de Romanos 11 tem relação com a oração de Yeshua por unidade em João 17. Há dois níveis de unidade: um no espírito (At 1.14), outro na alma (At 4.32). Unidade de espírito vem de oração, fé em Yeshua e estudo da Palavra. Unidade de alma está num nível mais humano, incluindo diálogo, cooperação e legado comum.

A comunidade messiânica apostólica do primeiro século e a história antiga de Israel representam o legado comum de todos os verdadeiros cristãos. A identificação tanto com o Israel dos tempos bíblicos quanto com o dos tempos modernos fornece um elo indispensável de unidade para a Igreja internacional. O remanescente messiânico em Israel hoje é o único apto a ser guardião desse legado comum da Igreja. Ao ser enxertado na oliveira e conectado a esse remanescente, a Igreja adquire um vínculo de aliança que produzirá unidade em si mesma.

II. Reavivamento em Israel

Encontramos também, em Romanos 11, a grande promessa de um reavivamento nacional em Israel. O “estandarte de guerra” em todas as nossas congregações é “todo o Israel será salvo” (Rm 11.26). Mais e mais israelenses estão ouvindo a mensagem de Yeshua a cada dia. As congregações messiânicas estão crescendo. A reputação de amor e integridade da comunidade messiânica está crescendo aos olhos do público israelense, apesar da perseguição que continuamos a sofrer – e talvez até por causa dela!

O crescimento progressivo da comunidade messiânica em Israel é o primeiro estágio do grande reavivamento que virá em breve. O testemunho diário agora na vida de donas de casa, soldados, homens de negócio, estudantes e outros é o veículo que está transmitindo a luz de Yeshua a todo o nosso povo.

III. Ressurreição dos mortos

A terceira promessa tem a ver com a Segunda Vinda. “Se o fato de terem sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?” (Rm 11.15). Yeshua disse que não voltaria enquanto o povo judeu em Israel não clamasse: “Bendito o que vem em nome do Senhor” (Mt 23.39). Esse pré-requisito faz parte do compromisso de aliança que Yeshua tem com o povo judeu e é uma afirmação do papel que ainda possui como povo “escolhido”. Yeshua não poderia ter vindo, na primeira vez, sem o seu povo. Tampouco virá sem eles na segunda vez.

Se o fato de o povo judeu ser o povo escolhido de Deus era claramente visto no povo antigo de Israel e também na igreja apostólica, quanto mais o será no remanescente do final dos tempos. “Se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento em riqueza para os gentios, quanto mais a sua plenitude!” (Rm 11.12). O melhor ainda está por vir.

Quando Yeshua voltar, haverá a ressurreição dos mortos. A era atual chegará ao fim. O reino milenar do reino de Deus na Terra começará. Tudo isso será resultado da restauração do remanescente messiânico. Quando o remanescente messiânico em Israel for restaurado à plenitude, Yeshua voltará, e os mortos serão ressuscitados.

A todos os verdadeiros cristãos, nós suplicamos: “Por favor, fiquem ao nosso lado. Não conseguiremos chegar lá sem vocês”. A restauração de Israel depende da restauração da Igreja. Nosso povo continuará cego “até que haja entrado a plenitude dos gentios” (Rm 11.25). Se nós ficarmos ao lado de vocês, e vocês ficarem ao nosso lado, tudo acontecerá exatamente conforme foi profetizado.

Haiti e o Livro do Apocalipse

Todos nós ficamos profundamente entristecidos com os efeitos desastrosos do terremoto que assolou o Haiti em janeiro deste ano. Muitas pessoas oraram, contribuíram financeiramente e até se deslocaram para lá em missões de resgate. O Haiti é um país conhecido por feitiçaria, vodu e culto satânico em grande escala.

Recentemente, ouvimos reportagens do Haiti a respeito de avivamento surgindo no meio dos escombros da destruição. Você pode conferir na Internet um vídeo (em inglês) com testemunho da reunião de três dias de oração e jejum com quase 1 milhão de participantes, incluindo alguns líderes nacionais de primeiro escalão (http://www.youtube.com/watch?v=30rWm84z-zg).

Aparentemente, como resultado do desastre, muita gente está se arrependendo e voltando-se para Deus em busca da verdadeira espiritualidade. Há uma relação entre a medida do desastre e a medida do avivamento que vem depois. Muitas pessoas nos Estados Unidos testemunharam que não se lembravam de ter visto tanta oração e arrependimento como houve nos meses logo após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Embora Deus, com certeza, preferiria que nos voltássemos a ele em gratidão por suas abundantes bênçãos, faz parte da natureza humana a tendência de voltar-se para Deus muito mais em tempos de angústia do que em tempos de prosperidade.

Com isso, podemos compreender melhor algo sobre as grandes pragas preditas nas profecias sobre o final dos tempos. Por mais de 20 anos, tenho ensinado que os desastres no livro do Apocalipse são castigos de Deus designados por sua graça a levar-nos ao arrependimento a fim de encontrarmos salvação. Entretanto, a dimensão dos eventos que vimos no Haiti levou-me a reconsiderar a extensão a que essa influência poderá chegar.

Deus deseja um avivamento mundial e uma grande colheita de evangelismo. Se o terremoto no Haiti pôde levar um milhão de pessoas a se voltarem para Deus em oração e jejum, o que poderão produzir os desastres que sacudirão toda a Terra, descritos no livro do Apocalipse? Se seguirmos a mesma medida, não é difícil imaginar centenas de milhões de pessoas com o coração inclinado para Deus.

O que se torna mais claro, à luz dos eventos recentes no Haiti, é que essas ações divinas, no tempo do fim, serão uma espécie de último recurso visando a levar pessoas, a todo custo, a se voltarem para Deus nos meses e semanas finais antes do grande e terrível Dia de Juízo.

Asher Intrater é judeu messiânico, diretor de “Revive Israel Ministries”, uma equipe ministerial dedicada a buscar e estimular avivamento em Israel. É pastor de uma congregação chamada “Ahavat Yeshua” (Amor de Jesus).

Obs. Este artigo tem direitos autorais e não pode ser copiado ou publicado sem permissão prévia de “Revive Israel”. Maiores informações e outros textos deste autor podem ser encontrados no site: www.revive-israel.org

 

 

por Asher Intrater

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