Além do Livro de Atos

Data de publicação: 25/10/2011
Categorias da Biblioteca:
Edição 27 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 27

Por: Rick Joyner

Aqueles que têm verdadeira fé não somente acreditam que os eventos escritos na Bíblia são reais — acreditam também que aquelas mesmas obras de Deus podem ser feitas através de suas próprias vidas. Esta fé vem crescendo em uma grande companhia de testemunhas que logo será liberada por toda a terra.

Deus não revelou seu nome como “Eu era”, ou “Eu serei”, mas como “EU SOU”. Com isto estava declarando para todos os tempos que para verdadeiramente conhecer a Deus, precisamos conhecê-lo no presente. É essencial acreditar que os eventos escritos na Bíblia são reais e entender as grandes lições que estes nos ensinam sobre Deus e sobre seu relacionamento com o homem. Entretanto, até mesmo a compreensão destas grandes verdades não constitui o objetivo da fé, mas apenas um fundamento. O objetivo da fé é conhecê-lo e experimentá-lo em nossa própria vida.

Hebreus 11.6 diz: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que se torna galardoador dos que o buscam”. Note que aqui diz que aqueles que se aproximam de Deus precisam acreditar que “ele existe”, e não que ele existia. Como nos diz em Hebreus 13.8: “Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre”. Portanto, não lemos o livro de Atos apenas para saber o que Deus fez na igreja primitiva, mas para ver a planta da vida normal da igreja hoje. E não só isto, há também um chamado na Escritura para ir além do livro de Atos. Este é o desejo expresso do Senhor, que ele afirmou em João 14.12:

“Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.”

Por maiores que tenham sido os atos dos apóstolos, obra nenhuma chegou perto daquilo que o próprio Senhor Jesus fez enquanto estava na terra. Na verdade, pode-se pesquisar a história e não achará ninguém que fez maiores obras que Jesus. Todavia, podemos ter certeza que esta declaração do Filho de Deus ainda se tornará em realidade.

É claro que, ao falarmos sobre “maiores obras”, não estamos dizendo que pregarão maiores verdades. Não há nada que se possa adicionar ou retirar da doutrina já estabelecida pelas Escrituras. As “maiores obras” são obras. Isso também não implica que alguém será maior em fé e em obras que o Senhor, porque na verdade será o próprio Senhor trabalhando através deles, para realizarem estas maiores obras.

Certamente o Senhor poderia ter feito mais se esta fosse a vontade do Pai. Quando os judeus lhe pediram um sinal do céu, estavam pedindo que ele fizesse algo como parar o sol, como fez Josué. Jesus, com certeza, poderia ter feito isto ou até mesmo maiores obras, mas não era a vontade do Pai. Seu principal propósito na primeira vinda era fazer expiação pelos pecados e começar a chamar aqueles que seriam co-herdeiros junto com ele. É graças à sua ascensão ao Pai que as maiores obras se tornaram possíveis a nós. A cruz comprou plenamente o direito e a autoridade para os redimidos saírem em poder e redimir tudo que foi perdido pela queda, que inclui a Terra e tudo que nela está.

Há um processo pelo qual tudo será recuperado, e o Senhor não queria que fôssemos limitados em nossas obras por aquelas que ele já tinha realizado. As maiores obras e os maiores milagres foram reservados para o fim. Uma razão para isto é que algumas das coisas que iremos enfrentar no final exigirão estas “maiores obras”. É também a maneira do Senhor guardar seu melhor vinho para o final.

Quando lemos o livro de Atos, os Evangelhos, ou qualquer dos relatos históricos dos grandes feitos de Deus entre os homens, freqüentemente desejamos ter estado lá. Entretanto, todos que estiveram lá e faziam parte da grande companhia de testemunhas de Hebreus 11 ansiaram por ver o que nós estamos para presenciar. O melhor está verdadeiramente por vir, e você não estaria aqui a não ser que Deus o quisesse nesta etapa final.

O Alfa e o Ômega

O Senhor é chamado de Alfa e Ômega, que são a primeira e a última letras do alfabeto grego. Uma razão para isto provavelmente é porque ele se manifesta de uma maneira especial no começo e no fim. Podemos olhar para sua própria vida e ver que as maiores revelações do seu propósito vieram no seu nascimento e também na cruz. É por este motivo que temos a “chuva temporã” e a “chuva serôdia” nas Escrituras (veja Joel 2.23).

Todos estes falam da forma poderosa em que ele moveria no começo da história e novamente no final. Isto não significa que o Senhor não se manifestou durante todos os séculos intermediários, assim como sua vida inteira, aqui na Terra, foi cheia de significado e feitos notáveis. Mesmo assim, há  manifestações especiais no começo e no fim, e nós estamos nos aproximando do final dos tempos.

O livro de Atos é a gloriosa história do começo da igreja. É uma herança incomparavelmente maravilhosa e inspiradora. A igreja do primeiro século estabeleceu um padrão que ainda não foi repetido em nenhuma outra etapa da história. É um alvo tremendo e elevado ver aquelas coisas que foram feitas na igreja primitiva sendo realizadas em nossa própria vida e época. Trata-se de muito mais do que apenas ver milagres. Tem a ver com o nível de devoção, sabedoria, conhecimento, sacrifício, trabalho e coragem com que eles enfrentavam as autoridades dos impérios quando perseguidos. O melhor de tudo foi a maneira como o Senhor se manifestava entre seu povo.

Qualquer igreja que alcançasse aquilo que a igreja do primeiro século tinha, sem dúvida seria a maior igreja na Terra hoje. Contudo, toda igreja hoje é chamada para emular aquilo que a igreja primitiva tinha, e ainda ir além. Nos últimos dias haverá uma experiência do livro de Atos para a igreja que será maior do que aquela que foi experimentada no primeiro século. No geral, ainda temos um longo caminho a percorrer para alcançar o que fizeram no primeiro século, mas isto logo irá mudar dramaticamente. Desde já, precisamos elevar nossas expectativas para a vida da igreja nos nossos dias e nas nossas próprias congregações.

Estamos nos aproximando dos dias quando as maiores obras de Deus de todos os tempos, a serem feitas na Terra através dos homens, serão realizadas. Somente farão parte disto aqueles que, com resolução e determinação inabaláveis, continuam prosseguindo em direção ao alvo da alta vocação de Deus.

O Próximo Passo

Para alcançar o lugar onde fomos chamados para estar espiritualmente, precisamos de um mapa. Para um mapa ser útil, você precisa primeiro achar nele seu destino. Depois você deve localizar sua posição atual. E aí então você pode decidir o melhor caminho para chegar ao seu destino. As profecias bíblicas e a história da igreja são nosso mapa. Eu incluo a história da igreja porque se nós não soubermos que profecias já foram cumpridas, não podemos saber onde estamos, nem qual será o próximo passo. Estes dois livros que escrevi, A Visão Profética Para o Século XXI, e Sombras das Coisas Que Virão, foram escritos para ajudar a igreja a ver este mapa e a começar a usá-lo.

Estou dizendo isto, não para promover a venda de livros, mas como diz o ditado: “Aqueles que não conhecem a história estão fadados a repeti-la”, isto com certeza se aplica à maior parte da igreja hoje. O progresso da igreja continua a ser vacilante, e os grandes movimentos que surgiram foram interrompidos, tudo porque continuamos a cair nos mesmos erros. Isto já seria motivo suficiente para buscarmos conhecimento de história da igreja, mas este nem é a mais importante razão para fazê-lo — é que não podemos verdadeiramente entender o mapa da profecia bíblica sem uma visão da história.

Tenho estudado a história extensivamente por trinta anos agora porque o Senhor me disse que eu não entenderia profecia sem esse conhecimento. Pude ver nestes estudos como as raízes de uma árvore embaixo da terra são tão extensas quanto os galhos da parte superior. O Senhor me mostrou que, se eu quisesse crescer forte e ser capaz de agüentar as tempestades que virão, a revelação das coisas futuras só me seria confiada na proporção em que me aprofundasse tanto nas Escrituras como no conhecimento da história.

Você precisa, então, passar trinta anos estudando história? Não. Na verdade, você pode precisar de apenas algumas horas aqui e ali. Uma das maneiras em que o Senhor reserva seu melhor vinho para o fim é através de livros. Por exemplo, pegue o recente bestseller do The New York Times, “Constantine’s Sword” (A Espada de Constantino). Este é um trabalho clássico que, incontestavelmente, levou vários anos de pesquisa e trabalho para ser produzido. Entretanto, você pode absorver todo aquele conhecimento, que o autor demorou tanto para acumular, em umas poucas horas lendo seu livro.

O Senhor está dando ao seu povo cada vez mais revelação e entendimento a respeito de profecia bíblica e sua relação com a história da igreja. Definir nossa direção como povo de Deus precisa, definitivamente, ser mais claro do que apenas dizer que teremos outra experiência do livro de Atos. Depois para avançarmos na direção certa, precisamos ter um entendimento claro a respeito da nossa posição atual. Somente assim, saberemos claramente como prosseguir.

Onde Estamos?

2 Coríntios 13.5 nos diz: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos”. Há um tempo para projetar a visão e há também um tempo para examinar a nós mesmos e a nossas obras. Precisamos ser capazes de fazer os dois juntos, a fim de ver para onde vamos e também para fazer uma boa avaliação da posição onde estamos.

Nestes últimos anos, tem surgido vários grandes moveres de Deus, cada um bem distinto do outro. Apesar disto, todos cooperaram juntos para preparar o caminho para o que Deus vai fazer. Muitos outros surgirão em vários lugares. As pessoas mais preparadas para fazer parte do que virá serão aquelas que tiverem a sabedoria e humildade para conhecer estes movimentos e receber deles. Para quem está procurando obter visão e perspectiva do Espírito Santo, esses recentes moveres de Deus começarão a formar tanto um padrão como um caminho que ficarão cada vez mais claros.

Não estou apenas me referindo a movimentos como Brownsville (EUA) e Toronto (Canadá), embora estes certamente são importantes. Há outros na Ásia, América do Sul e América Central, África, Leste da Europa e Sul do Pacífico. Há sementes e um bom trabalho de base para um mover de Deus na Escandinávia, que será de importância crucial para toda a Europa. A Rússia e a Turquia irão experimentar alguns dos maiores moveres de Deus nos últimos dias, assim como toda a região bíblica chamada “Assíria”, de acordo com profecias tais como Isaías 11 e 19, que ainda não aconteceram.

As maiores chamas de avivamento vão surgir e alastrar-se em lugares onde diversas  “brasas” provenientes dos diferentes moveres anteriores de Deus foram soberanamente reunidas. Para  estar na corrente principal do que o Senhor está fazendo na Terra, precisamos desenvolver mais e mais nossa capacidade de cruzar barreiras nacionais e denominacionais para que haja intercâmbio e “fecundação cruzada” pelo Espírito. Aqueles que continuarem isolados se afastarão mais e mais do Rio da Vida que o Senhor está produzindo agora na Terra.

Estudar história da igreja é uma maneira de honrar nossos pais e mães espirituais, e de submetermo-nos ao corpo de Cristo que está se formando desde o dia de Pentecostes. Visitar os moveres de Deus que estão surgindo em nossos próprios dias com humildade e espírito tratável é uma maneira de nos submetermos ao corpo de Cristo. A humildade à qual Deus dá sua graça será encontrada entre os tratáveis. É por ela também que nos tornamos como criancinhas para entrar no reino. Para se tornar como criança neste sentido não é ser imaturo, ou tolo, mas ser tão curioso e disposto a aprender quanto uma criança.

Se Jesus, João Batista, ou o apóstolo Paulo estivessem vivos hoje e ficássemos sabendo que um deles estavam chegando a uma cidade a mais de mil quilômetros de distância, seríamos muito tolos se não nos dispuséssemos a ir vê-los. O Senhor disse que quem recebe até o mais insignificante dos seus irmãos recebe a ele próprio. O apóstolo Paulo elogiou aos gálatas porque o receberam como se fosse um anjo do céu. Meu ponto é que um “mover de Deus” realmente é Deus movendo, e aqueles que tiverem a fome e a humildade de ir onde Deus está movendo serão os que acharão a graça de andar naquilo que virá.

Rick Joyner é fundador e supervisor de MorningStar Ministries, em Charlotte, NC, EUA, um amplo ministério que envolve publicação de uma revista periódica, publicação e distribuição de livros e fitas, conferências, e treinamento de líderes, visando especialmente o ministério profético. Mais informações (em inglês) sobre seu ministério no seu site:
www.morningstarministries.org.

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Sussurro

No dia em que quase O toquei
No quarto estava
Sozinha chorava
No peito batia
Calada clamava

No dia em que quase O toquei
De pé não ficava
Falar não podia
Temendo estava
Meu corpo tremia

No dia em que quase O toquei
Meu corpo parou
Minha alma calou
Meu espírito gemeu
Um sussurro saiu…
Tire o “quase”, Senhor!

por Adailda de Souza Carvalho
Feira de Santana — BA

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