A Igreja… Sua Prática

Data de publicação: 18/11/2011
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Edição 20 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 20

Por: Harold Walker

Quando a primeira igreja surgiu no dia de Pentecoste com o poderoso batismo no Espírito Santo, junto com ela apareceu um termo novo para descrever sua vida e prática no dia-a-dia: koinonia ou “comunhão”. Na passagem chave de Atos 2.42, onde Lucas resume o funcionamento da igreja apostólica, vemos que das quatro atividades básicas em que os primeiros discípulos perseveravam: doutrina dos apóstolos, comunhão, partir do pão e orações, a comunhão é o único elemento novo que não aparecera até então no culto de Israel. A palavra de Deus (doutrina dos apóstolos), orações e partir do pão (através dos sacrifícios) já eram elementos básicos da vida religiosa dos judeus. Mas a descida do Espírito Santo sobre os homens produziu um elemento novo e radical que distinguiria o povo de Deus do Novo Testamento do povo de Deus do Velho: a comunhão do Espírito Santo que fundia os discípulos em um só corpo. “Da multidão dos que criam, era um só o coração e uma só a alma…” (At 4.32). “Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum” (At 2.44).

A tragédia da igreja atual é que justamente esta característica peculiar à sua própria essência foi em grande parte perdida. Segundo Howard Snyder no seu livro “Vinho Novo, Odres Novos”, “a igreja hoje está sofrendo uma crise de comunhão.” Citando Keith Miller no mesmo livro, Snyder continua: “Nossas igrejas estão cheias de pessoas que exteriormente parecem satisfeitas e em paz, mas interiormente estão clamando por alguém que as ame… exatamente como estão – confusas, frustradas, muitas vezes amedrontadas, culpadas, e incapazes de se comunicarem mesmo com a própria família.”

Além de Snyder, há muitos outros irmãos de destaque na igreja começando a expressar o mesmo sentimento: de que a maior necessidade da igreja atual é uma restauração de verdadeira koinonia. No artigo a seguir Larry Crabb fala eloquentemente sobre isto. Philip Yancey não perde oportunidade de confirmar a mesma coisa. Veja seu livro “Igreja: Por que me importar?”. Jim Bakker, o famoso televangelista que ficou preso vários anos por improbidade financeira e teve um profundo arrependimento e transformação de sua visão do evangelho e da igreja na cadeia, diz em seu livro “The Refuge” (O Refúgio) que foi somente na prisão que encontrou a verdadeira comunhão de uma igreja neo-testamentária.

Quando saiu da cadeia, começou a sentir uma terrível falta da vida da igreja que experimentara lá dentro, e quando expressava este sentimento de vazio e solidão em suas pregações sentia que as multidões de ouvintes cristãos, membros de igrejas, ecoavam o mesmo sentimento.

Não é suficiente, porém, só diagnosticar o problema. Precisamos urgentemente da solução. Mas nunca acharemos a solução enquanto não admitirmos o problema e o perfil da verdadeira solução. Snyder diz que antes de saber o que é a koinonia, precisamos saber o que ela não é.
Em primeiro lugar, “ela não é aquele relacionamento social superficial que a própria palavra ‘comunhão’ significa muitas vezes em nossas igrejas hoje. Tal ‘comunhão’ geralmente não é mais sobrenatural do que as reuniões semanais do Rotary Club. A ‘comunhão’ típica da igreja raramente alcança o nível de koinonia porque koinonia não é entendida, esperada, nem procurada.

Por outro lado, koinonia não é simplesmente uma comunhão mística fora do contexto da estrutura da igreja. Ninguém pode ter comunhão com outro irmão que não está presente, apesar de nossa linguagem mística. A comunhão do Espírito Santo não é um poder etéreo que une espiritualmente os crentes embora estejam fisicamente separados. Antes, é aquela profunda comunidade espiritual em Cristo que os crentes experimentam quando se reúnem como igreja de Cristo.”

Na Revista Impacto, Nº 3, publicamos um artigo de John Walker intitulado “Eu e Tu”. Ele resume os pensamentos centrais de um rabino e filósofo judeu, Martin Buber (1878-1965), publicado num livreto com o mesmo título. Estes pensamentos constituem o cerne da verdadeira koinonia. A tese de Buber é que em todo relacionamento existe uma escolha entre duas alternativas: “Eu-Tu” ou “Eu-aquilo”. Se o relacionamento é do tipo “Eu-Tu”, há vida. Se é do tipo “Eu-aquilo”, só há morte. O relacionamento “Eu-aquilo” trata a outra pessoa, e até Deus, como objeto, algo a ser usado para meu benefício. Já o relacionamento “Eu-Tu” trata a outra pessoa como tendo um valor intrínseco (ou seja, a valorizamos pelo que ela é em si e não pelo que ela faz por nós), e os dois têm verdadeira comunhão, e isto é vida. Parece simples e realmente é, mas é quase impossível de ser encontrada. Existe um grande inimigo, gigantesco, a ser vencido para que seja possível surgir este tipo de relacionamento: o “eu” monstruoso, tipo “buraco negro”, que existe em cada um de nós. Somente quando o “eu” é crucificado de verdade, é possível sair do egocentrismo e realmente perceber e valorizar o “Tu”, mesmo que este “Tu” seja Deus e não uma outra pessoa.

Enquanto este problema interior e individual não for adequadamente resolvido, é possível fazer todo tipo de mudança estrutural na igreja sem obter qualquer koinonia significativa. Não é nosso propósito neste artigo entrar em detalhes sobre como resolver este problema básico de egocentrismo, mas basta ressaltar que nos dias de Atos, havia solução através da pregação de um evangelho puro, o derramamento do Espírito e a vida em comunidade.

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A Igreja… Sua Prática
Larry Crabb

Pelo menos cem cadeiras da grande varanda em Miami Beach estavam dispostas em fileiras arrumadas, nenhuma delas se tocava, cada qual exatamente na mesma posição em relação às outras.

As cadeiras ocupadas acomodavam um homem ou uma mulher aposentada que fitava diretamente a rua. Ninguém virava a cabeça para acompanhar algum táxi ou pedestre que passava, ou para papear com outro companheiro. Não havia conversa, nenhuma evidência de que aquelas pessoas foram criadas por um Deus relacional para desfrutar de relacionamentos próximos.

A alma daquelas pessoas estava dormente, entorpecida, acho eu, por anos de relacionamentos sem vida e conversas inúteis. Sem dúvida, todas essas conversas pareceram importantes na época: negócios, encontros românticos, broncas nos filhos, cultos religiosos, mas talvez esses encontros com outras pessoas jamais houvessem tocado algo profundo bastante para estimular a vida. Uma cena triste.

Lembro-me de pensar comigo: Todos trabalharam duro a vida inteira com o sonho de desfrutar a aposentadoria na Flórida. E agora eles conseguiram. Mas olhe só para eles! Todo o seu objetivo de vida deu nisso. Senhor, livra-me de viver de maneira tal que me leve um dia a ficar sentado numa cadeira ao lado de pessoas também sentadas em cadeiras, olhando só para a frente, nunca nos olhos uns dos outros, nunca conhecendo ninguém, nunca sendo conhecido por ninguém.

Fico imaginando se o Espírito sente o que sentimos quando ele caminha por entre um grupo de cristãos. Há, logicamente, algumas diferenças. Na maioria das vezes estamos conversando, às vezes cantando. Conversamos coisas sérias, estudamos a Bíblia, contamos histórias, planejamos retiros de fim de semana, além de bater papos animados, mas corriqueiros, sobre esportes e boatos maliciosos.

Todo domingo ficamos ali na igreja, ora de pé, ora sentados, ora cantando, dependendo das ordens que recebemos. Alguns levantam as mãos, a maioria fica sentada enquanto alguém nos fala. A certa altura levamos a mão à carteira. Fazemos muita coisa.

Um pastor que trabalha com pequenos grupos numa igreja de porte considerável disse recentemente: Nas reuniões que fazemos nas casas das pessoas dos grupos, todos fazem o que mandam os manuais. Contam histórias pessoais, fazem juntos pedidos em orações, discutem coisas interessantes, refletem sobre os textos bíblicos, adoram juntos, às vezes até choram uns pelos outros. Mas falta algo que não deveria faltar, algo que todo mundo quer. Eu não sei o que é, mas falta alguma coisa.

Mesmo quando alguns de nós nos reunimos para nos relacionar, será que de algum modo não guardamos nossa alma para nós mesmos, jamais nos reunindo de fato, sem dar nem receber aquilo que mais queremos?

Precisamos virar nossas cadeiras. Deixar de ver apenas a nuca uns dos outros, para que nossa alma se defronte com outras. Depois será preciso que saiamos das cadeiras para nos ajoelhar. E, antes de voltar às cadeiras, lavemos os pés uns dos outros ¾ seja figurada ou literalmente.
Adoração, humildade, depois diálogo. Essa é a ordem.

Acho que era isso que o autor de Hebreus tinha em mente. Ele nos disse que jamais deixássemos de nos reunir com outros cristãos. E, quando nos reunirmos, dizer e fazer coisas que transformem uma chama numa fogueira, estimular a vida que o Espírito de Deus pôs dentro de nós para que assim possamos avançar por noites sombrias ou manhãs agradáveis com os olhos fixos numa realidade invisível.

Contudo, não é isso que temos feito. Em vez disso, encontramos maneiras de “participar da igreja”, até de participar de pequenos grupos que não exijam uma conexão verdadeira, maneiras de nos envolver com outros cristãos sem virar totalmente a nossa cadeira. Temos andado por estradas movimentadas, amplas rodovias que mesclam atividade, organização e ambição (tanto seculares quanto religiosas), e temos também construído templos ao longo do caminho. Recebemos nos nossos edifícios as multidões de viajantes que trilham essas estradas conosco, reunindo-nos em platéias que denominamos comunidades.

Numa comunidade verdadeira as pessoas se conhecem; se relacionam de modos que somente o Espírito de Deus possibilita. Os cristãos em comunidade só dão e recebem o que Deus proporciona por intermédio de alguns amigos que intimamente conhecem a Deus e uns aos outros, ou que pelo menos estejam sinceramente em busca desse objetivo.

As igrejas raramente são comunidades. Na maioria dos casos não passam de máquinas sociais que funcionam bem por algum tempo, depois quebram e em seguida são consertadas para funcionar bem novamente, ou pelo menos para, ruidosamente, funcionar o melhor que possam. O convite a cumprimentar os companheiros de banco no início do culto geralmente não leva a nada. Em geral não passa de uma gota de óleo nas engrenagens.

O caminho do Espírito é muito diferente. É mais estreito, mais íngreme e mais reto do que qualquer outro. É um caminho trilhado somente por fiéis que celebram sua dependência de Deus e dos outros, virando a cadeira para uma pequena comunidade de amigos e permanecendo com eles.

É trilhado por fiéis que encontram a força do Espírito de Deus para fazer essa comunidade funcionar. Eles sabem que Deus lhes dá seu Espírito e opera milagres tanto neles quanto entre eles, não porque eles inteligentemente façam que isso aconteça, mas porque festejam sua dependência e aprendem a ouvir a voz do Espírito.

Precisamos uns dos outros, ainda mais quando estamos aflitos. E aflição é algo que está sempre ali, por debaixo da superfície, cuidadosamente escondida enquanto conseguimos manter uma fachada de normalidade. Vivemos em aflição. Só que nem sempre percebemos isso em nós mesmos ou nos outros.

Uma tarefa fundamental da comunidade é criar um lugar suficientemente seguro para que os muros sejam derrubados, suficientemente seguro para que cada um de nós reconheça e revele a própria aflição. Somente então a comunidade pode ser usada por Deus para curar nossa alma.

Quando viramos nossas cadeiras para encarar uns aos outros, a primeira coisa que enxergamos é um fato terrível: todos estamos atribulados. Por baixo da superfície de cada personalidade ¾ mesmo daquela que parece mais “coesa” – ocorre uma batalha espiritual que só será ganha com o auxílio da comunidade.

O caminho rumo à alegria da presença de Deus sempre passa por um período de lúgubre isolamento, quando a parte de nós que mais deseja conectar-se fica dolorosamente só.

Mas, felizmente, há esperança, um processo que produz a estrutura dinâmica da comunidade espiritual:

1. Entramos na vida uns dos outros com celebração e com uma mensagem: eu aceito você!

2. Vemos o que há embaixo da superfície, o que poderia ser e o que é, tanto de bom quanto de ruim. Transmitimos esta mensagem: eu acredito em você e consigo discernir entre a obra do Espírito e a obra da carne em sua vida.

3. Tocamos uns nos outros com a vida de Cristo; damos de bom grado tudo o que o Espírito estimula em nós à medida em que vamos conhecendo uns aos outros.

O que exatamente significa entrar na vida de uma pessoa, ver o que há lá e tocar essa pessoa com a vida de Cristo?
Para que você entre, suba até minha alma e me conheça, eu preciso estar aflito, mas forte; vulnerável, mas esperançoso e ser respeitosamente curioso.

Há pessoas aflitas que chegaram ao fundo e sobreviveram. Elas sabem que descerão a outros fundos ainda mais profundos e depois subirão com mais vida. O egoísmo e a necessidade aguda pesaram tanto sobre elas que hoje admitem com alegria sua radical dependência de Deus. Nenhuma outra pessoa as satisfará. Esgotado todo o orgulho que havia nelas, só podem agora suplicar misericórdia. Elas não precisam ser úteis, inteligentes ou valorizadas. Quando se relacionam conosco, percebemos que não agem com a intenção de fazer alguma coisa acontecer.

A aflição lhes deu humildade. Não sentimos pressão para cooperar com nenhuma tentativa de nos transformar. Elas querem que nós nos transformemos, que cresçamos, que amadureçamos, mas não temos de mudar por causa delas. Quer mudemos quer não, elas permanecem sólidas. Podemos magoá-las, mas não podemos destruí-las. Não as deixamos nervosas. Portanto, nos sentimos seguros.

As pessoas aflitas parecem mais cientes de suas inadequações do que de suas forças, mas não com uma postura de “coitadinhas”. Elas sentem sua necessidade. Nós sentimos sua força.

A igreja precisa de muitas coisas. Mas só vai organizar essas necessidades em ordem de prioridade quando identificar objetivamente seu propósito. E seu propósito é atrair pessoas para Cristo, espelhar Cristo para as pessoas, revelar Cristo aos outros na sua conduta.

Isto só acontece numa comunidade de pessoas que caminham para Deus, que viram suas cadeiras umas para as outras. Amigos espirituais e orientadores espirituais são pessoas repletas da energia de Cristo, pessoas que viraram suas cadeiras, que difundiram suas paixões umas nas outras e que convidam os outros a unir-se a elas na varanda. A igreja deve ser uma comunidade de amigos espirituais e orientadores espirituais que juntos caminham para Deus. Nós precisamos formar essa comunidade. O ponto de partida é a oração.

Adaptado do livro “O Lugar Mais Seguro da Terra”  por Luis Cláudio Montanini.
Para pedidos, ligue (19) 3462-9893

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A Igreja… Sua Prática
Philip Yancey

• Encontrei um grupo que não é igreja, mas é mais igreja do que a maioria das igrejas. Espalhado pelo mundo, atrai milhões de membros dedicados toda semana. Não possui propriedade, não tem sede, nem centro de comunicações, nenhuma equipe paga, e nada de consultores de investimentos que viajem pelo país em seus jatinhos.

Pessoas de alta classe se misturam com desempregados e jovens com marcas de agulhas nos seus braços. Na hora de compartilhar, cada pessoa dá um relatório pessoal do seu progresso na luta contra o inimigo comum a todos. Riem-se juntos e choram juntos. Acima de tudo, parecem gostar de estar juntos a outros que as vêem como pessoas autênticas, sem fachadas.

Sabe como se chama este grupo? Alcoólicos Anônimos. Perguntei a um amigo por que sentia mais ajudado por este grupo do que pela igreja. Pedi que me dissesse a única qualidade que estava faltando na igreja local e que o grupo AA lhe oferecera. Esperava ouvir uma palavra como “amor” ou “aceitação”, ou quem sabe “anti-institucionalismo”. Em vez disso, ele disse baixinho uma única palavra: “dependência”.

“Ninguém consegue vencer por conta própria – não foi por isso que Jesus veio?” ele explicou. “No entanto, a maioria das pessoas da igreja dá um ar de piedade ou superioridade auto-satisfeita. Não sinto que conscientemente dependam de Deus ou uns dos outros. Suas vidas parecem estar todas certinhas. Quando um alcoólatra vai à igreja, ele se sente inferior e incompleto.”

A experiência de participar deste grupo junto com este amigo ensinou-me a necessidade de humildade, honestidade total e dependência radical ¾ dependência de Deus e de uma comunidade de amigos compassivos. Ao pensar nisso, pareceu-me que essas qualidades eram exatamente as que Jesus tinha em mente quando fundou sua igreja.

O fundador do grupo AA era um alcoólatra que certa vez conseguira passar seis meses sem beber. Durante uma viagem, sem sucesso nos negócios e deprimido, sentiu desejo desesperado por um trago. De repente um pensamento o parou: “Não, não preciso de um trago – preciso de outro alcoólatra!”

A igreja deveria ser o lugar onde posso dizer, sem vergonha alguma: “Não preciso pecar. Preciso de outro pecador. Quem sabe, juntos, possamos nos ajudar a prestar contas um ao outro e nos manter no caminho certo!”

• Se nossas igrejas pudessem comunicar graça num mundo de competição, julgamento e posição – um mundo de não-graça – a igreja se tornaria lugar em que as pessoas se ajuntam com prazer; não por coerção, mas como nômades do deserto em volta de um óasis.

• Entristeço-me ao ver igrejas locais que funcionam mais como uma empresa ou instituição financeira do que uma família.

• Quando uma igreja evita servir por causa da dor e das complicações que isso pode trazer, a própria igreja sofre. Permanece raquítica e não amadurece.

• C. S. Lewis escreveu certa vez: “Parece que Deus não faz nada por Ele mesmo que Ele pudesse delegar às suas criaturas. Ele nos ordena a fazer devagar e desajeitadamente aquilo que Ele poderia fazer perfeitamente num piscar de olhos” .

Todos os nossos esforços são exemplos dessa delegação divina.

Todo pai e mãe conhece um pouco o risco de delegar, com sua alegria e sofrimento. A criança que toma seus primeiros passos segura, solta a mão, em seguida cai, depois luta para levantar-se e tentar outra vez. Ninguém descobriu outra maneira de aprender a andar.

Sim, a igreja falha em sua missão e comete sérios erros exatamente porque é composta de seres humanos que sempre carecem da glória de Deus.

É o risco que Deus correu.

Aquele que vem à igreja esperando encontrar perfeição não entende a natureza da humanidade. Assim como todo romântico acaba aprendendo que o casamento é o início, não o fim, da luta por fazer o amor funcionar, todo cristão precisa aprender que a igreja é apenas o começo.

Adaptado do livro “Igreja: Porque me Importar?”  por Luis Cláudio Montanini.
Para pedidos, ligue (19) 3462-9893

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A Igreja… Sua Prática

• “Há duas coisas que não podemos fazer sozinhos: casar e ser cristão.”
(Paul Tournier)

• “Viver com os santos nos céus, oh que glória! Viver com os santos na Terra – Bem, isso é outra história!”
(Anônimo)

• “Se a igreja tem futuro, é um futuro com os pobres, sejam do tipo que forem.”
(Henri Nouwen)

• “Comunidade é um lugar de sofrimento, da morte do ego. Na comunidade sacrificamos a independência e a falsa segurança de viver trancados. Só podemos viver essa dor se tivermos a convicção de que para nós viver em comunidade é nossa resposta a um chamado de Deus. Sem essa certeza, não conseguimos permanecer em comunidade.”
(Jean Vanier)

• “A melhor cura para a hipocrisia é a comunidade.”
(Henri Nouwen)

• “O olfato do verdadeiro cristão deve estar continuamente atento à fetidez do esgoto.”
(C. S. Lewis)

• “Igreja é como esterco. Se empilharmos o esterco num só lugar, vai cheirar mal. Espalhe o esterco pela terra e ele enriquece o solo e faz crescer.”
(Luiz Palau)

• “Creio que o braço estendido seja o fator mais importante no sucesso ou fracasso de uma igreja.”
(Philip Yancey)

• “A igreja é a única sociedade cooperativa no mundo que existe em benefício dos que não são membros.”
(William Temple – Arcebispo anglicano)

• “A igreja é a nova comunidade messiânica e transitória do reino.”
(Peter Beyerhaus – missiologista)

• “A igreja é um organismo espiritual em primeiro lugar que pode, num segundo momento, ter algumas expressões de organização.”
(Howard Snyder)

• “Em períodos de declínio espiritual, homens frios e ortodoxos tomam a liderança da igreja e têm pavor de qualquer coisa que cheira a espontaneidade.”
(John Wesley)

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