Ciência e Fé: A Defesa do Criacionismo Muçulmano

Data de publicação: 07/08/2011
Categorias da Biblioteca:
Edição 48 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 48

Por Ezequiel Netto

O Jornal O Globo, em 22/11/06, publicou a seguinte notícia: “Atlas contra a teoria da evolução causa polêmica na Turquia (lições de retrocesso)”. A matéria comenta a distribuição gratuita de um livro chamado “Atlas da Criação”, enviado para as escolas e organizações de ensino, o que estava causando um verdadeiro rebuliço no país. O livro defende o Criacionismo Islâmico, afirma que Alá criou toda a vida como ela é e que a evolução nunca aconteceu. Para isso traz muitas imagens e compara fósseis com animais da atualidade, mostrando que não houve evolução das espécies ao longo dos anos. Acredita-se que tenha sido elaborado por mais de 200 pessoas, devido à excelente qualidade do material e riqueza de imagens. O Criacionismo Islâmico é baseado no Alcorão e tem muitas semelhanças com o Criacionismo Bíblico.

Esse Atlas está causando polêmica justamente por afirmar que a teoria da evolução de Charles Darwin é a verdadeira causa do terrorismo, pois ressalta que “a sobrevivência dos mais adaptados”, proposta pelos evolucionistas, inspirou o racismo, o nazismo, o comunismo e o terrorismo. Diz também que o terrorismo não é causado por nenhuma das religiões divinas, mas pelo ateísmo, que tem sua expressão atual no darwinismo e materialismo.

Alguns cientistas turcos têm afirmado que se trata de uma investida de muçulmanos fervorosos do governo contra o sistema educacional turco, o qual, segundo os religiosos, está favorecendo uma abordagem muito secular, mundana, dando maior espaço para a teoria da evolução nas escolas (no passado, a teoria da evolução era apenas citada nas aulas de biologia, mas agora vem sendo estudada com detalhes).

O fórum do site cifraclub (http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/11/149534) divulgou esta notícia e vem recebendo muitos comentários sobre o incidente. Alguns acham que esta atitude é absurda e tem origem nos “criacionistas radicalóides” (sic) turcos, os quais são influenciados pelos religiosos americanos. Alguns cristãos defendem no site o criacionismo, mas com uma fezinha microscópica e ingênua. E não faltam ofensas de ambas as partes, como é comum nos fóruns da internet.

A Turquia é um país onde o interesse pelo Evolucionismo, que até então não encontrava muito espaço, vem crescendo. Não é nosso interesse falar aqui da postura islamita sobre questões de sua fé, mas cabe a nós lembrar que nenhum radicalismo ou imposição de dogma religioso produziu bons frutos no reino de Deus. Uma atitude arbitrária, como a dos organizadores deste projeto, de “enfiar goela abaixo” o Criacionismo nos alunos e professores, serve para gerar mais rejeição do que pontos positivos.

Como igreja, não precisamos desta estratégia. Temos fortes argumentos científicos que colaboram com as afirmações bíblicas sobre a origem do universo e criação. O evolucionismo tem muitos pontos fracos, e a própria ciência atual nos fornece informações que lançam por terra o que nos foi ensinado nas escolas. Como nosso espaço aqui é pequeno, gostaria de apenas citar alguns assuntos que merecem ser mais bem estudados pelos cristãos, que não deveriam abdicar de sua responsabilidade de os ensinarem a seus filhos e discípulos nas igrejas e de os debaterem nas escolas e nos demais contextos em que houver oportunidade:

• Fósseis: existem fósseis não só de animais extintos, mas também de atuais, sem nenhum sinal de evolução;

• Idade da Terra: vários fenômenos apontam para uma Terra jovem, e não com milhões de anos;

• Leis da Termodinâmica: a 2ª Lei da Termodinâmica afirma que as coisas caminham do complexo para o mais simples, do organizado para o desorganizado. A evolução afirma o contrário e jamais conseguiu provar isso;

• Poeira Lunar: se a lua tivesse 5 bilhões de anos como é afirmado pela “ciência”, haveria um acúmulo de poeira cósmica entre 132 e 297 metros em sua superfície, mas os astronautas encontraram uma camada entre 0,5 a 8 cm, o que equivaleria a uma idade de 7 a 8 mil anos, como diz a Bíblia;

• Campo Magnético da Terra: se a Terra fosse tão velha como afirmam, o campo magnético seria incompatível com qualquer forma de vida;

• Nunca se conseguiu encontrar o “elo perdido”, um ser intermediário na seqüência evolutiva (um ser com patas evoluindo para asas, um peixe evoluindo para réptil etc.).

Ninguém precisa se assustar. Sempre que possível, estaremos tratando destes assuntos de forma mais clara e didática na Revista Impacto. O que importa, por enquanto, é compreendermos que nenhuma postura autoritária e arbitrária pode produzir resultados satisfatórios (seja ela com nossos filhos, irmãos, amigos, seja nas escolas); que temos excelentes recursos para melhor compreendermos estas questões científicas relacionadas com nossa fé (o site www.universocriacionista.com.br traz artigos para crianças, jovens e adultos, dependendo da maturidade de cada leitor); e que temos nas Escrituras a equilibrada orientação do apostolo Paulo de andarmos com sabedoria para com os que são de fora e estarmos sempre aptos para ensinar com mansidão.

Fonte:
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2006/11/22/286751218.asp


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