Editorial 34

Data de publicação: 19/09/2011
Categorias da Biblioteca:
Edição 34 e Revista Impacto - 1998 a 2014.
Este artigo pertence a: Edição 34

Por Conselho Editorial

O medo é um dos sentimentos mais universais na raça humana – e até entre todos os seres vivos. Não é nosso propósito, porém, tentar explorar as causas e soluções para toda a extensa gama de manifestações de medo na alma humana. Nem seria possível no contexto limitado desta edição.

Nosso enfoque é bem mais específico: que papel o medo tem no coração do homem, na hora de decidir entre fazer ou não fazer a vontade de Deus? Como isto nos influencia, e como o inimigo explora esta nossa reação natural para nos impedir de fazer aquilo que seria a “boa, agradável e perfeita vontade” do nosso Pai?

Sabemos que o medo originou-se junto com o pecado, lá no jardim do Éden. Antes disso, Adão e Eva experimentavam comunhão, intimidade, liberdade com reverência, abertura com submissão. No momento em que tomaram as rédeas de suas vidas das mãos de Deus e se fizeram independentes dele, uma nova e horrível sensação tomou conta do seu interior. Sentiram-se nus, vulneráveis, desprotegidos e envergonhados. Esconderam-se daquele cuja visita diária havia sido sua maior fonte de satisfação e prazer.

E esta tem sido a história de toda a humanidade desde então. Sentimos falta de Deus mesmo quando negamos que ele existe. Sentimos medo de sua rejeição e de sua ausência. Ao mesmo tempo, nós mesmos nos isolamos dele. Tentamos solucionar nossos problemas através da autoconfiança, ignorando que isto somente nos afasta mais e mais daquele que poderia ser nossa maior segurança e proteção. E quanto mais nos fortalecemos, quanto mais nos refugiamos em outras fontes de segurança, mais somos dominados e escravizados pelo medo em todas suas diversas formas e manifestações.

Talvez as matérias desta edição não lhe tragam nada especialmente novo ou desconhecido. Nossa sincera oração ao preparar este número, entretanto, é que o Espírito Santo aja no coração de cada leitor, fazendo com que corresponda ao Senhor e à sua voz em confiança e abertura e, assim, atravesse o precipício que o separa do maravilhoso desafio e provisão de Deus para sua vida.

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