As Raízes Hebraicas das Escrituras (parte 1)

Publicado em: 03/08/2019 Categorias: 2019 / Revive Israel

Asher Intrater

Deus tem um plano maravilhoso para a raça humana. Esse plano é chamado “o reino de Deus”. A pessoa central desse plano é Yeshua (Jesus), o Messias. Ele é o Rei do reino.

O plano é descrito nas Escrituras. Foi planejado por Deus antes de começar a criação (Efésios 1.3-14). Ele projetou o plano como um arquiteto projeta um edifício, antes de ocorrer a construção. Embora as Escrituras tenham sido escritas por homens em diferentes gerações, elas foram inspiradas pelo Espírito de Deus, que projetou o plano muito antes do início do tempo.

Consistência das Escrituras

O plano de Deus para a raça humana se desenvolve de maneira ininterrupta ao longo da história. O reino de Deus se desenvolve paulatinamente como uma planta em crescimento (Marcos 4.26-29). Da mesma forma, a revelação das Escrituras se desenvolve consistentemente do começo ao fim. Começa com a história da criação em Gênesis e termina com o apocalipse final no livro do Apocalipse.

Assim como uma planta tem diferentes estágios em seu crescimento, o mesmo acontece com o reino de Deus, e também com as Escrituras. O primeiro estágio é a história da Criação, a Queda e o Dilúvio no Gênesis; depois os patriarcas, a lei de Moisés, o reino de Davi, em seguida os profetas israelitas, os evangelhos do Messias Yeshua, o livro de Atos, as epístolas de Paulo e dos outros apóstolos para a Igreja e, finalmente, o Apocalipse de João.

Para ser entendido corretamente, o desenvolvimento consistente do tema do reino de Deus deve ser visto por todas as Escrituras, do começo ao fim.

Céu e Terra

As Escrituras começam com a criação do “Céu e da Terra” (Gênesis 1.1). As Escrituras terminam com a restauração do céu e da terra. Os dois primeiros capítulos, Gênesis 1 e 2, falam da criação no jardim do Éden. Os dois últimos capítulos, Apocalipse 21 e 22, falam da perfeita restauração do paraíso global. O terceiro capítulo, Gênesis 3, relata como o homem foi enganado por Satanás. O terceiro capítulo antes do final, Apocalipse 20, fala da destruição de Satanás pelo Filho do Homem – uma perfeita simetria.

A terra foi entregue nas mãos dos homens, com o céu permanecendo no domínio de Deus (Salmos 115.16). Por causa da rebelião de Satanás e do pecado do homem, a terra foi contaminada. No entanto, no final, por meio de Yeshua, como Deus e Homem, tanto o céu quanto a terra serão redimidos e unidos. Efésios 1. 10 – O plano de convergir em Cristo na plenitude dos tempos todas as coisas que estão no céu e na terra.

Nosso entendimento deve incluir ambos: o que está no céu e o que está na terra. O próprio Yeshua é celestial e terrestre.

Hebreus e Gregos

A lei e os profetas foram escritos em hebraico; todo o Novo Testamento foi escrito em grego. As escrituras hebraicas são um pouco mais centradas em Israel e as gregas mais centradas nas nações. Isso pode ser comparado ao fato de que os seres humanos têm dois olhos, um à esquerda e outro à direita. Quando os dois estão coordenados, a mente entende a imagem em todas as suas dimensões. Um olho tende a enxergar longe; e o outro tende a enxergar de perto.

A visão hebraica, semítica e do Oriente Médio tende a ser um pouco mais histórica, terrena e pactual, enquanto qÂncoraue a visão multiétnica, grega e internacional, tende a ser mais celestial, etérea e universal (embora esta afirmação seja, evidentemente, excessivamente simplificada). Precisamos tanto da perspectiva grega quanto da hebraica.

A visão judaica de Jerusalém é de uma cidade do Oriente Médio; a visão cristã de Jerusalém é de uma cidade no céu. Ambas são verdadeiras. Há uma Jerusalém celestial e uma terrena. No fim, a Jerusalém celestial “desce” para unir todas as coisas (Apocalipse 21).

Na Parte 2, compartilharei com você o significado por trás de alguns dos principais nomes hebraicos e a importância de Deus ser fiel às suas alianças.

Impondo Minha Visão

Daniel Juster tentou impor sua visão em pessoas que não estavam prontas para seguir ou assumir responsabilidade. Forçar as pessoas a fazer o que você quer pode dar certo durante um período, mas não vai dar frutos a longo prazo. Então, como você motiva as pessoas para abraçar a sua visão dada por Deus?

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