As nações são a herança de Cristo

Publicado em: 11/01/2017 Categorias: Arauto / O caminho para avivamento

Arauto - Ano 34 - nº 04 - Out/Dez 2016

Por Richard Owen Roberts

“Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão” (Sl 2.6-8).

Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião” (v.6). Não é que Cristo talvez seja capaz de tomar assento em seu trono. Não é que de alguma forma a Igreja possa ser triunfante e de alguma forma consiga se opor a todas as forças do mal. Cristo já está sentado em seu trono! À luz dessa verdade, como podemos viver em tamanha derrota? Como podemos estar satisfeitos com a noção de que as coisas só vão piorar mais e mais?

Deus já está triunfando. Por que, afinal, os gentios se enfurecem? (v.2). Definitivamente, todos os seus atos contra Deus são atos tolos. Eles não estão simplesmente numa batalha que irão perder, mas numa que já está perdida. Eles fariam bem se imediatamente erguessem uma bandeira de rendição.

No entanto, nós nos comportamos como se nós é que estivéssemos em perigo, como se nós fôssemos os que terão de se render. Na verdade, muitos dentre nós já se renderam ao mundo. São pessoas que não abandonaram a sua confissão religiosa, mas certamente não assumiram a posição de vitorioso com Cristo neste conflito.

Estou dizendo que no cerne do avivamento existe a convicção de que o avivamento realmente virá de novo e de novo, sucessivas vezes, até o fim. E eu creio que fazemos uma grande injustiça contra Deus quando agimos como se fosse tarde demais para que houvesse qualquer novo ato do poder soberano de Deus nos nossos dias.

Observe o verso sete: “Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.” Spurgeon resumiu o verso dizendo: “O ungido de Deus foi designado e não será desapontado”.

Veja, agora, a próxima declaração: Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão” (v.8). Você acha que o Salvador alguma vez pediu as nações como herança e os confins da terra como sua possessão? Eu digo que absolutamente sim. Quando oramos “venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10), não estamos afirmando a convicção de que a herança do nosso Senhor Jesus Cristo tem como principais componentes os confins da terra como sua possessão e as nações como sua herança?

Mas ele está recebendo isso hoje? Bom, não como ele merece nem como foi prometido, porque nós, como seu povo, temos nos contentado com muito menos do que Deus desejava que seu Filho tivesse. Alguns cristãos expressam o seu mais eloquente clamor desta maneira: “Oh Deus, tira-me dessa bagunça porque tudo ao meu redor é perversidade e confusão. Apressa-te e vem me livrar de toda maldade da terra”.

Isso é muito egocêntrico. Quando você reflete sobre o Pai ter oferecido ao Filho as nações como sua herança e como sua possessão, as extremidades da terra, você deve deixar de lado para sempre toda e qualquer visão pessimista e dizer: “Nós fomos introduzidos no reino para um tempo como este, para ver o nosso Salvador triunfar em meio a esse povo opressor e perverso”.

Avivamento é uma possibilidade real?

Eu estou realmente fazendo esta pergunta: avivamento é uma possibilidade real? Nós temos alguma base sólida na Bíblia para suplicar a Deus para que ele se mova de uma forma poderosa neste final dos tempos? E eu digo a você: com toda certeza!

Uma das coisas mais encorajadoras que alguém poderia fazer hoje seria familiarizar-se com a grande literatura da Igreja durante os séculos 16, 17 e 18, nos quais uma perspectiva cheia de esperança era muito comum. Por que avivamentos eram tão comuns naqueles anos? Porque os homens e mulheres daquela época criam que Cristo deveria receber os gentios como sua herança e as extremidades da terra como sua possessão.

Hoje, em contraste, estamos prontos para entregar tudo isso a Satanás. E vivemos na maior parte do tempo como se Deus devesse estar satisfeito com aquilo que o Filho já tem – como se não pudéssemos esperar por mais nada nesses últimos dias. Deus perdoe a nossa tolice nesse tipo de pensamento. Comecemos a focar a grande esperança que foi posta diante de nós.

Que incrível que milhões, até mesmo bilhões de pessoas espalhadas ao redor da terra, multidões dos que sequer ouviram uma única vez o nome de Cristo são destinados, mesmo assim, a ser a sua herança, e que lugares do mundo que por muito tempo estiveram sob o domínio das trevas fazem parte de sua possessão. A única forma de isso ser realizado em nossos dias é por meio de um grande avivamento que abale profundamente a Igreja, tirando-a de sua apatia e fazendo com que saia triunfantemente para levar a mensagem da cruz até os confins da terra.

Extraído de uma mensagem pregada na conferência Heart Cry for Revival no ano 2000

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