Ajudando a Trazer o Rei de Volta

08/05/2012 Publicado por: Impacto

Arauto - Ano 13 - nº 01 - Jan/Mar 1995

Por: Edwin L. Kilboume

Deus depende de nós para o cumprimento de Seus propósitos.

Os vigias nos muros do Reino de Deus na terra estão observando os movimentos, sinais e avisos que indicam que a estratégia culminante do cumprimento do propósito de Deus na terra esta, de fato, sendo efetivado agora.

Estes são dias em que aqueles que não estão seguindo “o plano dos séculos” e nem sentindo o coração do Filho do Homem podem muito facilmente se tornar pessimistas desanimados. Se deixássemos que os jornais e comentaristas de hoje dirigissem a nossa vida e pensamento, poderíamos até entender a atitude daqueles que, a ponto de desespero, tomam suas próprias vidas. Sabemos o suficiente sobre o quadro negro dos nossos tempos para tornar desnecessário nos recordarmos mais uma vez de tudo que Satanas está fazendo para arregimentar suas forças e fazer suas tramas para concretizar todos os seus planos.

Cooperadores Juntos

Embora sejamos exortados a não ignorar os desígnios de Satanás, mesmo ‘assim existe o perigo de sermos vencidos por situações criadas por ele; e isto, por sua vez, pode encher o nosso horizonte de maneira a perdermos a visão gloriosa de que Deus também está operando, e que o SEU plano é o que vai vencer! Além disso, podemos perder de vista o fato tremendo de que você e eu não somente fazemos parte de Seu plano, mas que o sucesso deste plano depende em grande parte de nós.

Nós não temos nenhuma escolha para mudar o fato já estabelecido que Deus Se colocou na dependência da amizade e da cooperação do homem para chegar ao cumprimento de Seu plano redentor para todas as criaturas de todas as terras. Mas temos escolha quanto a sermos ou não obedientes à Sua comissão, e por conseguinte, ser um fator de ajuda ou estorvo no propósito do Seu coração com relação à humanidade.

Sofrimento Sacrificial

Hoje, sinto a necessidade de renovar o meu próprio coração e de exortar o coração do leitor para compreender que uma das principais causas do triste quadro espiritual do mundo hoje é este fato: que recai sobre nós, como indivíduos, a responsabilidade de conduzir rapidamente ao sucesso o programa que vai ‘trazer de volta o Rei” em Sua glória e poder.

Neste dia de organizações e movimentos gigantescas, é fácil imaginar que a Igreja, as sociedades missionárias, e seus programas, é que vão executar os Seus desígnios conforme projetados no Calvário, capacitados no Pentecostes e comissionados no Seu “Ide.” As organizações são essenciais ao procedimento eficiente de qualquer tarefa, mas a sua parte na Sua organização não está completa quando você simplesmente dá uma contribuição, quer seja ela grande ou pequena, a menos que inclua a entrega da totalidade do seu ser consagrado.

Quando está numa guerra total, um governo não pede doações dos soldados, nem sequer que ofereçam o seu interesse ou entusiasmo, mas pede o seu sofrimento sacrificial, em deixar tudo que amam, e em dar até a sua vida quando chegar a hora. O governo, da mesma forma, exige o máximo de todos aqueles que não podem ir ao fronte. Isto mexe com sua casa, suas economias, sua conta bancária; raciona sua comida, sua roupa e até restringe os seus prazeres; reduz suas viagens e regula os aluguéis e a vida cotidiana quando a pessoa não pode viajar. Na verdade, toda sua vida passa a ser controlada.

Embora a causa de Deus na terra esteja de longe mais importante do que uma guerra, e embora Ele também tenha planejado que todos as necessidades materiais da Sua causa sejam supridas pelo hómem e suas possessões, e muito embora o homem exista e obtenha suas possessões pela bondade e graça de Deus, Ele não exige nada e nem ninguém. Apesar disso, Ele tem feito com que Sua causa seja absolutamente dependente de nós e do que possuímos, mas Ele quer que o que dermos seja inteiramente por amor e de livre e espontânea vontade.

Abnegação Voluntária

Se Deus tivesse, arbitrariamente, exigido e tomado os homens e os meios necessários, não haveria um homem, mulher ou criança sem a luz esplendorosa do Calvário em seus caminhos, e toda criatura, de todas as gerações, teria tido a oportunidade de conhecer o Cristo da redenção, como é seu direito.

Mas (e leiamos isto para a nossa vergonha) como isto foi colocado numa base voluntária, nenhuma geração desde os dias de Paulo foi evangelizada inteiramente, e hoje, uma negligência contínua e acumulada tem resultado não somente em um mundo em grande parte não evangelizado, mas também num mundo onde a população pagã cresce a cada dia mais rapidamente do que conseguimos evangelizá-la. Estranho, na verdade, e além da compreensão, é este resultado do amor que professamos Àquele a quem devemos tudo que somos!

O vigia que está na muralha olha em volta e vê a grande tarefa inacabada, a comissão ainda não cumprida, o mandamento desobedecido. Ele vê a causa de Cristo se esmorecendo porque você e eu, enquanto indivíduos, não estamos à altura do amor que afirmamos ao nosso Senhor, Redentor e Mestre.

Em nossa determinação de ver a mensagem da redenção alcançar o mundo não evangelizado, será que estamos dispostos a ser como Ele, que, possuindo tudo, contudo Se tornou pobre? Isto é pobreza triunfante! Até que tenhamos um amor tal qual o Dele, que não reserva nada para si mesmo, mas vive sem pensar em auto-preservação, o mundo nunca será evangelizado, nem nossas mãos serão livres do sangue daqueles que poderiam ter conhecido a Jesus, se tivéssemos vivido como o nosso Mestre.

O homem na muralha não é nenhum outro senão Aquele que ficou diante do gazofilácio olhando para ver que tipo de amor nos constrange e compele em favor Dele e dos propósitos do Seu coração para as multidões não alcançadas nestas ultimas horas da noite, antes da Sua vinda.

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A Esperança do Cristão

A Segunda Vinda é a esperança do cristão, e deve ser a nossa constante inspiração. A certeza que o nosso Senhor há de voltar deve nos dar coragem para a batalha, e firmeza para as nossas tarefas. Deve nos encorajar nas horas solitárias, e estimular-nos a novas iniciativas quando estamos propensos ao desespero.
Dr. W. Graham Scroggie

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O Trabalho da Oração

A verdadeira oração é um esforço. É algo que exige, que requer tudo de si. A oração significa perseverança. Significa negar a si mesmo, a escolha voluntária de morrer…
Leonard Ravenhill

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