A ATUAL CONDIÇÃO DO CRISTIANISMO NO IRÃ

Publicado em: 26/03/2012 Categorias: Missões / Sem categoria

Sendo o 5º.  país no ranking de perseguição ao cristianismo, o Irã tem demonstrado publicamente uma intolerância religiosa seguida de atos desumanos. Embora os direitos de cristãos, judeus e zoroastras sejam assegurados pela Constituição, na prática, todos são vítimas de retaliação e perseguição. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos. O governo do Irã está consciente do desdobramento da Igreja nas últimas décadas. Ele tem procurado impedir e tornar impossível o crescimento dos cristãos.

Portas Abertas afirmam que é permitido que igrejas ligadas à minorias étnicas ensinem a Bíblia ao seu próprio povo e em sua língua. No entanto, ressaltam que, essas igrejas são proibidas de pregar em persa, a língua oficial do país. Muitas igrejas recebem visitantes durante seus cultos, porém alguns deles são da polícia secreta e monitoram as reuniões.

Cristãos ativos sofrem pressão: são interrogados, detidos e, às vezes, presos e agredidos. Casos mais críticos envolvem até a execução. Os muçulmanos que se convertem ao cristianismo são rotineiramente interrogados e espancados. Além disso, acredita-se que muitos homicídios não esclarecidos são praticados por radicais que freqüentemente ameaçam os cristãos de morte. Esta onda de prisões ocorre justamente quando o Irã recebe forte pressão internacional para que abandone o seu programa nuclear. As autoridades iranianas estão acusando todos os cristãos de terem uma “aliança” com os países ocidentais.

Além da violência exercida pelas autoridades, os ex-muçulmanos são também oprimidos pela sociedade. Eles têm dificuldade em encontrar e manter um emprego, pois são demitidos quando se descobre que são convertidos. Aqueles que começam um negócio próprio têm problemas em fazer clientela. Para esses cristãos, é difícil ganhar dinheiro.

Em 2008, aconteceu um grande número de ataques a igrejas domésticas e muitos cristãos foram presos, fazendo desse um dos anos mais difíceis para a Igreja desde a Revolução Islâmica em 1979. No natal de 2011 dezenas de cristãos foram presos pela policia iraniana. O crescimento das igrejas domésticas tem deixado as autoridades políticas e religiosas com receio, o que leva a uma repressão maior. Estima-se que, em 2011, cerca de 70 cristãos foram presos, alguns deles estão desaparecidos e não se sabe se continuam vivos ou não. O número de pessoas presas em 2012 é difícil de ser calculado, mas além de Assembléias de Deus, as igrejas presbiterianas, anglicanas e as pentecostais assírias tem sofrido uma pressão crescente.

O chefe da Mohabat, agência iraniana de notícias cristãs, Saman Kamvar descreve a situação:

“Os relatórios que temos de fontes dentro do país é que os cristãos foram forçados a fugir do Irã por causa do tratamento desumano e cruel do Estado. A pressão dos interrogatórios os intimida por horas, querendo que testemunhem contra os seus companheiros crentes. Eles o colocam em solitárias por longos períodos, pressionam física e mentalmente para fazê-los renunciar à sua fé e voltar ao islamismo.

Há evidências de ferimentos por torturas físicas, como chicotadas… Em um esforço para pressionar as famílias dos cristãos detidos, as autoridades pedem grandes quantidades de dinheiro como fiança… Recentemente houve relatos de que juízes ou interrogadores pediram que os familiares apresentem as escritura de suas casas como fiança para conseguir sua liberdade provisória… (http://conselhonacional.org.br/category/noticias/no-mundo/)

Mesmo assim, o regime atual do Irã está observando um crescimento do cristianismo como nunca antes, especialmente de cristãos convertidos do islamismo”.

A MULHER NO IRÃ

A vida de uma mulher no Irã vale legalmente a metade que a de um homem, assim como seu testemunho perante um juiz sobre qualquer assunto, e além disso elas não podem se divorciar quando quiserem e só podem manter a custódia dos filhos até os sete anos de idade.

São só alguns exemplos da situação legal da mulher na República Islâmica, destacados em entrevista à agência Efe por um representante do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Teerã, dirigido pela vencedora do prêmio Nobel da Paz Shirin Ebadi – que o recebeu pela luta na defesa dos direitos humanos em seu país.

 Pelo chamado “preço do sangue”, no Irã, quem mata uma pessoa, além de cumprir pena correspondente, tem que pagar uma quantidade de dinheiro aos parentes da vítima.

 “Matar uma mulher, da mesma forma que um estrangeiro, custa a metade do que matar um homem”, explica o advogado do centro de Ebadi, que prefere ficar anônimo, devido à pressão exercida pelas autoridades iranianas.

 Segundo a lei do Irã, um homem pode se divorciar quando quiser sem nenhuma explicação, mas para que uma mulher o possa fazer, uma de sete condições deve ser cumpridas. Entre elas, o marido deve tê-la abandonado completamente, ser viciado em drogas ou sofrer de impotência sexual.

 Se o marido encontrar a sua mulher tendo relações sexuais com outro homem, tem direito a matar os dois; e toda mulher comprovadamente adúltera pode ser apedrejada até a morte.

 Durante o apedrejamento, enterra-se a mulher até o tronco e sua cabeça é tapada com um saco feito de tela, enquanto os habitantes da localidade a apedrejam. Se conseguir sobreviver, a mulher está livre.

 Os homens também podem ser condenados por adultério, mas têm direito ao chamado “casamento temporário”, que lhes permite casar com várias mulheres, inclusive, durante só algumas horas, para poder ter relações sexuais com elas.

 Quanto ao comparecimento perante um julgamento por qualquer assunto, uma mulher sozinha não pode testemunhar. Além disso, as mulheres devem testemunhar em dupla para que sua palavra tenha valor jurídico.

A maioridade para ser condenado e executado também apresenta consideráveis diferenças legais para os sexos, segundo o centro de direitos humanos iraniano. Os homens têm que ser maiores de 18 anos para poderem ser executados, enquanto basta que as meninas tenham completado nove anos.

 Essa última diferença de tratamento, porém, não está propriamente na lei. As “fatwas” (decretos religiosos), ditadas pelos aiatolás, têm um valor legal superior, e podem permitir executar meninas com essa idade.

 Existem cerca de 700 aiatolás em todo o país com autoridade para promulgar “fatwas” sobre qualquer assunto cotidiano, grave ou de menor importância, sobre o qual haja uma disputa.

 A respeito da custódia dos filhos após o divórcio, as mulheres só podem ficar com eles até os sete anos. Depois disso, os filhos passam a depender do pai. Esse foi um avanço recente, já que até pouco tempo atrás, as mães só podiam ficar com seus filhos até os dois anos.

O QUE CABE A NÓS?

A situação agrava-se e os desafios acerca do Irã são inúmeros, cabe a nós, igreja de Cristo, não ficarmos alheios a essa realidade. O caso Yousef Nadarkhani trouxe um maior envolvimento da chamada “igreja livre” e até mesmo da mídia, mas à semelhança de Nadarkhani, dezenas de outros cristãos encontram-se debaixo de forte pressão e o texto bíblico de 1 Corintios 12:26 precisa tornar-se parte de nossa jornada como Corpo:

De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele…

Que o Espírito Santo nos ajude nessa tarefa!

Fontes:

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,AA1517154-5602,00.html

http://www.coisasjudaicas.com/2007/04/ir-vida-da-mulher-vale-metade-da-vida.html

www.portasabertas.org.br

Uma resposta para “A ATUAL CONDIÇÃO DO CRISTIANISMO NO IRÔ

  1. Luciene de Oliveira Matos disse:

    oi,estou fazendo um trabalho de pesquisa na faculdade sobre a situação do cristianismo no irã.gostaria de saber se vocês podem me mandar noticias de alguns fatos que tenham acontecido.
    Obrigada!
    Luciene de Oliveira Matos.

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