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Reino Milenar, a interação entre o espiritual e o físico

por / sexta-feira, 03 junho 2011 / Publicado emSem categoria

Por Pedro Arruda

 

Desconsiderar o período do Reino Milenar e pensar que vamos direto desta vida para a eternidade nos faz perder a compreensão sobre muitas coisas. A bíblia tem muito mais informações sobre a vida no Milênio do que na Eternidade que será tão surpreendentemente boa que necessitamos de mil anos para nos prepararmos para ela.

O Reino Milenar faz fronteira entre a Igreja e a Eternidade. Por ignorá-lo muitas profecias são equivocadamente postergadas à Eternidade ou atribuídas antecipadamente à Igreja. Este equívoco cria expectativas à Igreja que ela jamais atenderá, tais como uma evangelização que produza a conversão de todos os habitantes da terra, que os cristãos assumam o governo e se obtenha a plena paz. Compreende-lo como o reinado de Cristo após sua volta aqui na Terra, envolvendo os cristãos ressuscitados e transformados, por ocasião de seu retorno, dá sentido e coloca em ordem as profecias bíblicas, facilitando a compreensão do plano de Deus.

Nesse período haverá proximidade e interação entre o mundo espiritual e o físico e, portanto, uma convivência entre pessoas transformadas ou ressuscitadas com aquelas que ainda não morreram, mas cada uma conservando seu estado. Uma vez que o casamento foi instituído por Deus para o período encarnacional do homem, anterior à morte, os que ainda não morreram prosseguirão a vida podendo manter relações carnais entre eles, continuarão casando-se, gerando filhos, constituindo famílias e nações. Já não é o caso das pessoas transformadas ou ressucitadas, pois o casamento não faz parte do mundo espiritual pós ressurreição Porque na ressurreição nem casam, nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mt. 22:30).

Os ressuscitados e os transformados estarão dedicados à governança de Cristo – estando presente em todos os lugares da Terra. Reinarão com Cristo cuidando para que seu governo, estabelecido por sua vontade, sobrevenha a toda a Terra. “Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Is.11:9). Ora, o conhecimento só existe em pessoas que o abrigam. Portanto, será necessária a presença destes em toda a Terra para manifesta-lo e não deixar errar os que ainda não morreram.

O período de 40 dias entre a ressurreição e a ascensão de Jesus, durante o qual ele interagiu com os homens, é um exemplo de como isso se dará no Reino Milenar. Da mesma maneira como Jesus ressuscitado abriu o entendimento dos discípulos que estavam a caminho de Emaús, assim também os ressuscitados ensinarão aqueles que ainda não morreram. Pois, aos habitantes da Terra no Milênio será permitido consultá-los.

A vinda de Jesus para implantar pessoalmente o seu Reino Milenar descola o cristianismo de toda filosofia religiosa ou esotérica, tornando-o autêntico e distinto, pois trata-se de um reino exclusivamente de Jesus. Portanto, crer na volta de Jesus torna-se uma questão cada vez mais central de nossa fé na medida em que esse evento se aproxima.

Considerando que o período da Igreja no qual vivemos é preparatório para reinarmos com Cristo, a vocação ganha dimensão transcendental. Devemos exerce-la como um aprendizado para aquilo que iremos ministrar no Reino Milenar. Pautar a vida em conformidade com a vontade do Senhor é um ganho para esta fase e também para a vindoura. Do contrário, seria como fazer um curso e nada aproveitar dele, como se formar em medicina para depois tornar-se pedreiro.

Revisão: Renata Ribeiro Arruda

11 Responses to “Reino Milenar, a interação entre o espiritual e o físico”

  1. Interessante como a ênfase na Igreja hoje sobre o fim dos tempos está no arrebatamento (que é importante, mas precisa ser melhor compreendido). O arrebatamento é apenas a porta de entrada, o começo do Milênio. Isse sem falar no quase completo desconhecimento do papel de Israel nos últimos dias.

    • Pedro Arruda diz: Responder

      É verdade, Wilson. Talvez o desconhecimento explique porque temos falta de esperança nesse futuro, enquanto vamos juntando tesouros por aqui.

  2. Girós- Curitiba diz: Responder

    Pedro é fundamental saturarmos nosso entendimento com este assunto e buscarmos o discernimento gradativo que é vital para nossa postura diaria e comunitaria nestes dias da IGREJA. MTO BOM!!!ABRAÇO.

    • Pedro Arruda diz: Responder

      Compartilho com seu ponto de vista, Girós. Creio que estamos vivendo um tempo oportuno em que Deus está disponibilizando a sua revelação sobre este assunto.

  3. Pedro diz: Responder

    “descola o cristianismo de toda filosofia religiosa ou esotérica, tornando-o autêntico e distinto”. É isso o que temos esperado! A verdade e a vontade Deus 100% em todos os lugares. Mas aí fica uma dúvida: Esta vivencia autentica, começaremos a viver antes do milenio, certo? Seria a Igreja Gloriosa os primeiros fachos de luz da chegada deste Reino?

    • Pedro Arruda diz: Responder

      É dessa forma que penso, chará! Embora todos desejem o Reino Milenar de paz e justiça, etc, nem todos desejam Jesus como seu único Rei com o mesmo entusiasmo. À Igreja cabe viver de maneira antecipada o reino que já veio mas que ainda virá em sua plenitude. Desde já servimos o nosso único Rei e Senhor Jesus Cristo! A igreja é como uma Embaixada de um Reino localizado em lugar diferente não quanto à geografia, mas quanto ao tempo (futuro).

  4. Marina Venuto diz: Responder

    Louvo a Deus por revelar esses segredos ao seu povo. Percebo também a urgência em propagar essa verdade para os quatro cantos da terra, a começar pelos ‘cantos’ da minha casa e do meu trabalho. Muito bom o artigo! Resume bem o que vem sendo ministrado nos últimos dias, vou compartilhar!

  5. Agenor Neto diz: Responder

    Sua visão tirou uma cortina de diante de meus olhos! Sempre lutei em minha mente contra a corrente de pensamento (ou doutrinária, não sei bem) que diz ou acha que a Igreja será vitoriosa ou gloriosa antes Dele voltar, sempre considerei um perigo essa postura pois dá margem a que o homem leve glória ou mérito pela restauração da Igreja e de todas as coisas. Já a obra completando-se por gente ressucitada não há como isso acontecer (usurpar Sua glória): “Este equívoco cria expectativas à Igreja que ela jamais atenderá, tais como uma evangelização que produza a conversão de todos os habitantes da terra, que os cristãos assumam o governo e se obtenha a plena paz.”
    Obrigado e que nosso Senhor continue te revelando!

  6. André Schuindt diz: Responder

    Entendermos e vermos sob a perspectiva do Senhor quanto a Sua Vinda é de suma importância para nos dar uma bendita esperança e uma tão grande satisfação por termos sido salvos, nascidos de novo, portanto, agora podemos ver e entrar nesse Reino tão glorioso, provando hoje em parte, mas amanhã, plenamente. Louvado seja o Senhor e muito obrigado Pedro Arruda, sempre menciono vocês e o quanto provei estando aí por perto!

  7. rONALDO rOENICK diz: Responder

    Além de servir como cumprimento literal das muitas profecias sobre a restauração do reino de Davi, que d\eus não permitirá que fiquem dependendo de uma interpretação figurada.

  8. Excelente matéria. Este é um assunto que a igreja deveria ter maior conhecimento, pois ele esclarece por que receberemos galardões (ICo3:10-15). A nossa função após o arrebatamento da igreja, e durante o Reino milenar, será determinada pela nossa fidelidade ao Senhor durante o tempo presente.
    Que Deus em Cristo o abençoe.

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